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Copo de Whisky


O gelo tintilou no meu copo de whisky, e eu apertei os lábios com força para que o álcool não me derrubasse naquela mesa de bar.

Já não fazia ideia de como estava o clima lá fora, não sabia se ainda era cedo ou tarde. Na verdade, pouco me importava com o que acontecia lá fora, pois o problema estava aqui dentro, preso na minha garganta.

Peguei o maço de cigarros que estava dentro do bolso das calças, mas antes mesmo de pegar o isqueiro, um assobio alto de um dos bartender me fez largar tudo ali mesmo. Eu queria ir lá e vomitar na cabeça daquele careca, mas não haviam forças nos meus joelhos para criar qualquer confusão.

As pessoas me olhavam com repulsa e eu sorria de forma sarcástica, erguendo o copo para o alto, mentalizando para que eles se fodessem. Ah, eu era realmente desprezível, e eu gostava disso. Talvez daí que vinha o meu charme com as mulheres, ou nem tanto. 

Eu não sabia exatamente o que eu estava fazendo ali, mas acreditem, os homens também podem ficar chateados e sofrer por causa de uma vadia que engoliu o seu coração. Mas diferente das mulheres que ficam em depressão por uma semana, os homens saem, bebem e trepam no que vier. Ok, nem todos fazem isso.

E eu ia fazer, com a gordinha sedutora que me olhava do outro lado da mesa.

Mente masculina


Hoje me perguntaram como consigo entender a mente masculina, e a resposta é simples. Eu não entendo, apenas não me importo. Não me importo com a mente masculina e feminina.

Canso de escutar garotas julgando rapazes, o porquê deles estarem fazendo aquilo e não o óbvio ou o correto (para algumas garotas, é claro). A verdade é que ninguém é igual, possuímos identidade, seja julgada como certa ou errada pela ética imposta ao longo dos séculos pela sociedade. 

Pessoas são diferentes, possuem passados distintos, experiências únicas das quais nunca compreenderemos a finco. As pessoas nascem e se formam, elas desenvolvem suas próprias essências, traumas e felicidades, coisas que muitas vezes são ocultadas e conhecemos somente a “persona pública”.

Claro que, analisar uma pessoa, seus gostos, seus trejeitos, cheiros e formas que ela se comporta dentro da sociedade, seja entre amigos, no trabalho ou amorosamente é normal, todo mundo faz. O grande problema é quando se transforma em preconceito, muitas vezes inconsciente. 

Milhares de pessoas julgam todos os dias o porquê daquela pessoa ser antissocial no telefone, o porquê dele não amar ela, o porquê dela se preocupar demais com o cabelo, etc. A realidade é que, o problema é dela e ela faz o que quiser. Quem deve tomar consciência é a própria pessoa que julga os atos alheios, esquecendo que a mesma também faz coisas que pode desagradar/encantar outras pessoas.

Todos possuímos inteligência suficiente para sabermos com quem andamos, se o que ele faz é certo ou errado o problema é dele, só devemos respeitar sem dar pitacos desnecessários. Uma crítica construtiva, sem ser ofensiva, com o verdadeiro desejo de ajudar é sempre bem vinda, mas não encontramos isso com facilidade.

Hoje parece um hobby julgar a mente dos homens, e isso é errado. Devemos tentar compreende-los, assim como eles devem tentar compreender a mente feminina. Pessoas são distintas, não importa se é homem ou mulher, não é gênero que faz a pessoa, mas sim a personalidade que ela cultivou durante os anos.
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